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O Espiritismo e as religiões Afro-brasileiras

  • Foto do escritor: SEPLAC
    SEPLAC
  • 12 de jun. de 2018
  • 2 min de leitura

Atualizado: 13 de jun. de 2018

Espiritismo não é Umbanda

FREQÜENTEMENTE, AS PESSOAS MENOS AFEITAS AO ESTUDO, CONFUNDEM O ESPIRITISMO COM OUTROS SEGMENTOS RELIGIOSOS.

ISTO GERA PRECONCEITO E ATITUDES NEGATIVAS PARA AMBOS OS LADOS.

NADA MELHOR QUE ESCLARECER, ENTÃO, NOSSOS LEITORES, SOBRE ESTAS QUESTÕES.

O QUE HÁ DE SIMILAR, POR EXEMPLO, ENTRE ESPIRITISMO E UMBANDA?



Imagem retirada do google

Com todo respeito que nos merecem todas as religiões que induzam à prática do bem, respondemos que não. Religião científico-filosófica, o Espiritismo não pretende demolir aquelas que o precederam, antes reconhece a necessidade da existência delas para grande parte da Humanidade, cuja evolução se processa lenta, mas inexoravelmente. Espiritismo e Umbanda ensinam a reencarnação e trabalham com a mediunidade. A primeira usa o pensamento; a segunda, a Natureza.

O Espiritismo veio quando chegaram os tempos, através dos Espíritos Superiores que foram apóstolos e discípulos de Jesus quando ele esteve na Terra e que voltaram, no século passado, transmitindo seus ensinamentos a Allan Kardec, que os codificou. Ele objetiva o progresso espiritual dos homens, com a implantação da fraternidade entre eles. Umbanda é basicamente prática religiosa dos africanos bantos e sudaneses, trazidos para o Brasil como escravos.

É o resultado do sincretismo com o Catolicismo, reunindo ainda folclore, superstições e crendices, sem doutrina codificada. A tendência natural é o umbandista se tornar espírita, como aconteceu, por exemplo, em Goiânia, à antiga Tenda do Caminho, hoje Irradiação Espírita Cristã, com um admirável acervo de obras assistenciais. O Espiritismo não adota em suas reuniões:

  • Paramentos ou quaisquer vestes especiais;

  • Vinho, cachaça, ou qualquer outra bebida alcoólica;

  • Incenso, mirra, fumo ou quaisquer outras substâncias que produzam fumaça;

  • Altares, imagens, andores e velas;

  • Hinos ou cantos em línguas mortas ou exóticas;

  • Danças ou procissões;

  • Atendimento a interesses materiais, terra-a-terra, mundanos;

  • Pagamento de qualquer espécie;

  • Talismãs, amuletos, orações miraculosas, bentinhos e escapulários;

  • Administração de sacramentos, concessão de indulgências, distribuição de títulos nobiliárquicos;

  • Horóscopos, cartomancia, quiromancia e astrologia;

  • Rituais e encenações extravagantes;

  • Promessas e despachos;

  • Riscar cruzes e pontos, praticar, enfim, a longa série de atos materiais oriundos de velhas e primitivas concepções religiosas.

O Espiritismo não tem profissionais, só amadores, gente que ama o que faz, buscando a fé com a razão e o servir ao próximo sem qualquer recompensa material. O Espiritismo é para ser estudado, discutido e aplicado, visando a reforma íntima do seu adepto.


Fonte : Revista Espírita Allan Kardec,edição 36.

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