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Doces reencontros

  • Foto do escritor: SEPLAC
    SEPLAC
  • 12 de jun. de 2018
  • 2 min de leitura

Atualizado: 13 de jun. de 2018

Verdadeiramente, vivemos tempos novos sobre a face da Terra.

Tempos em que, a cada dia, nos deparamos com seres especiais reencarnados entre nós.

Não importa a raça, a nacionalidade, o credo religioso ou crença alguma.

Eles são especiais.

Trazem conceitos espiritualizados a respeito da vida, do mundo, do destino final das criaturas de Deus.

Contou-nos uma amiga que sua filha, na inocência dos seus três anos de idade, certa noite, aconchegou-se na cama, ao seu lado.

Em verdade, toda noite era assim.

A menina vinha para sua cama e ali se deitava por alguns minutos, antes de se encaminhar para o próprio berço.

Nesses momentos, contou-nos a mãe, era que diálogos sempre interessantes aconteciam.

Alguns que a surpreendiam, sobremaneira.

Era como se aquela criança, que trazia o azul do céu em duas joias brilhantes na face, se pusesse a pensar, mergulhando na doçura e na sabedoria de um passado intensamente vivido.


Imagem retirada do Google


Mamãe, antes de eu nascer eu era anjinho?

A mãe ficou a imaginar como deveria responder.

E resolveu adentrar no clima da inocência infantil, concordando.

E antes de você ser mamãe, onde você morava?

Pacientemente, e alongando o diálogo, a mãe respondeu que morava com seus pais, avós da pequena.

Enriqueceu com detalhes, dizendo da casa grande, de janelas azuis, o imenso jardim, em outra cidade, bem longe.

Mas, mamãe, e antes de você ser filha do vovô e da vovó, você era anjinho como eu, né?

Acho que sim, foi a resposta breve daquela jovem que ficou a cogitar aonde iria parar aquele raciocínio todo. Então, a garotinha desatou a falar:

Pois é, mamãe, você estava no céu, junto comigo. Aí, você nasceu e eu fiquei lá. Depois, papai do céu falou para eu escolher minha mamãe. E eu escolhi você. Viu, agora estamos juntas de novo.

A conversa parou. Os olhos da mãe se transformaram em pérolas de luz e duas lágrimas brilharam, rolando pela face.

Ela estreitou seu tesouro junto ao coração.

E enquanto a pequena se acomodava para o sono, ela se pôs a pensar:

Quantos filósofos se detêm anos a estudar os mistérios da vida que nunca morre, da vida que se repete na Terra, no espaço, em outros mundos.

Estudam a doutrina secreta dos hindus, egípcios, gregos para encontrarem essas verdades que, até hoje, muitos homens não admitem, considerando simples tolices.

No entanto, a sua pequerrucha, na extraordinária sabedoria de um Espírito milenar, revestido de carne, ali, descontraída e singelamente, sintetizara a trajetória de dois Espíritos que se amam.

Dois espíritos que, possivelmente, estabeleceram laços de afeto há milênios e se propuseram a prosseguir na conquista do progresso, assim, lado a lado. Ora como mãe e filha. Ora... quem sabe como?


*   *   *


O maior Sábio que já visitou a Terra, ensinou: Quem é minha mãe? Quem são meus irmãos?

E olhando para os que estavam sentados à roda de si: eis aqui, lhes disse, minha mãe e meus irmãos. Porque o que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã e minha mãe.

Estabeleceu ali a grande verdade de que todos somos uma grande e só família: a família universal.

Vamos estreitando laços, estabelecendo pontes de amor e nos reencontrando, aqui, nesta vida; acolá, na Espiritualidade e outra vez mais.

Pensemos nisso: quantos reencontros estamos tendo nesta vida?




Redação do Momento Espírita, com base em  fato e citação  do Evangelho de Mateus,  cap. 12,  versículos 47 a 50. Em 25.11.2015.



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